Sala de Imprensa: muitas empresas têm, mas nem todas atualizam

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No começo, eram só os jornalistas que buscavam informações no site de uma empresa quando precisavam entender algum aspecto daquela organização. Hoje, com a democratização da informação, o perfil de pessoas que correm atrás dessas informações é mais amplo. Uma sala de imprensa cumpre o papel de prover informações institucionais organizadas. No Brasil, 94% das grandes empresas mantêm uma sala ativa, mas apenas 56% são atualizadas pelo menos uma vez por mês.

Os dados foram apresentados no estudo “Salas de Imprensa no Brasil”, realizado pela agência de comunicação empresarial Imagem Corporativa em parceria com a Mynewsdesk. Foram analisadas as salas de imprensa das 100 maiores empresas do Brasil, segundo a edição de 2013 do ranking Valor 1000 do jornal Valor Econômico.

Conversei com o CEO da Imagem Corporativa, Ciro Dias Reis (ouça o podcast abaixo) sobre a pesquisa. Ele observa que a sala de imprensa é deixada de lado não por desinteresse das empresas, mas por não ser uma prioridade. Afinal, os profissionais de comunicação estão sempre sobrecarregados. “Quando estão atrás de credibilidade, nem sempre as pessoas buscam informações no blog”, observou ele na nossa conversa.

Outro dado que intriga: somente 16% mantêm atualizadas as informações institucionais, tais como fact sheets e biografias de executivos. Não por acaso, há jornalistas que buscam informações sobre a empresa na área de RI (Relações com Investidores) do site. Empresas de capital aberto são obrigadas a manter informações transparentes e atualizadas. Por isso, são mais confiáveis.

Apesar da facilidade de manuseio de arquivos de imagem, áudio e vídeo, o profissional de comunicação ainda tem foco no conteúdo escrito. Apenas 28% das salas disponibilizam uma biblioteca de imagens e só 27% oferecem uma de vídeos.

*Cassio Politi é diretor de content marketing da Tracto. É autor do livro Content Marketing – O Conteúdo que Gera Resultados.

Conteúdo original publicado em Tracto Content Marketing

Ouça o podcast abaixo e faça o download do relatório da pesquisa (em PDF).